Dicas de Alimentação no Inverno

15 de maio de 2012

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     Nessa época é comum os pratos se tornarem mais calóricos. A temperatura cai, e com isso muitas vezes bate aquela vontade de comer uma fondue ou tomar um chocolate quente. A explicação disso é que no inverno o gasto energético é maior e o organismo se esforça mais para mater a temperatura corporal.

     Apesar de a fome aumentar nesse período (como reação do corpo buscando mais energia, usada para controlar a temperatura), é bom não abusar. Especialistas apontam que os excessos podem provocar doenças como hipertensão, obesidade e aumentar as chances de problemas cardiovasculares. Por isso é interessante reavaliar a alimentação na estação mais fria do ano.

     Segue abaixo algumas dicas para enganar a fome ou deixar os pratos menos calóricos:

-     Fondue: use leites desnatados e queijos magros e substitua o pão por legumes;

-     Chocolate quente: use leite desnatado;

-     Queijos: prefira os brancos e lights;

-     Chás: são ótimas opções para aumentar a temperatura do corpo;

-     Sopas: dê preferência àquelas preparadas com legumes batidos, para engrossá-las utilize farelo de trigo;

-     Abuse das frutas típicas da estação como laranja e maracujá.

     Fonte: Patrícia Lopes

Crianças Obesas

7 de maio de 2012

     Crianças acima do peso correm alto risco de sofrerem um infarto ou derrame antes dos 50 anos

 

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     O excesso de peso na infância tem de ser levado mais a sério, alerta o endocrinologista Alfredo Halpern. Nesta entrevista, ele revela os fatores inusitados por trás desse fenômeno e o papel da família no seu tratamento.

 

     Quando o paulistano Alfredo Halpern, idealizador da famosa dieta dos pontos, começava sua carreira, no final da década de 1960, a obesidade não figurava como tema de disciplina nas faculdades médicas nem despertava o interesse de grupos de pesquisa e sociedades científicas. Ao gordo se atribuía um mero defeito de caráter que o fazia abusar da comida e ter preguiça de se mexer. Por isso, a ele se receitava uma dieta insossa e restritiva. Não passava pela cabeça das pessoas – inclusive dos clínicos – que os quilos de sobra eram sintoma de uma doença, muito menos que ela virasse uma epidemia global. Hoje a obesidade assusta porque vem aparecendo mais cedo, ainda na infância, e não dá sinais de recuo. É justamente para ir ao encontro desse cenário que Halpern, um dos pioneiros nos estudos e no combate ao excesso de peso no Brasil, lança, em parceria com SAÚDE, A Nova Dieta dos Pontos para Crianças e Adolescentes, atualização do seu livro já clássico, voltada para a família que se preocupa com a saúde de seus integrantes mais jovens – algo em evidência, uma vez que 30% da garotada se encontra acima do peso. Nesta entrevista, o especialista, que se divide entre os pacientes do consultório e do Hospital das Clínicas de São Paulo, discute a ascensão e as causas da obesidade infantil, suas repercussões de curto e longo prazo, bem como algumas soluções para freá-la a tempo.

     SAÚDE – Quando o senhor começou a lidar com a obesidade, já previa que ela ganhasse essa dimensão e afetasse tantas crianças?
     ALFREDO HALPERN -
Não. Minha incursão nesse terreno se deu ao mesmo tempo que surgia o interesse científico pelo assunto mundo afora, no início dos anos 1970. Eu notava, então, que sete em cada dez dos meus pacientes me procuravam em função do peso ou do diabete. Já tratava de uma forma diferenciada a obesidade quando ela estourou, na década de 1980. De lá para cá, o problema cresceu e temos um maior entendimento da sua seriedade, isto é, a noção de que é uma doença que mata. O que mais preocupa hoje é o avanço desse fenômeno entre as crianças, que, se continuarem acima do peso, estão sujeitas a uma vida mais curta.

     Qual o impacto imediato desse problema?
     As crianças gordas estão expostas a distúrbios ortopédicos e psicológicos e tendem a ter alterações na pressão e nos níveis de triglicérides e glicose. Estudos mostram que, entre elas, é maior o risco de se formarem placas de gordura nas artérias. Além disso, o diabete tipo 2 já está aparecendo na infância.

     Como a obesidade influencia o futuro dessa população mais jovem?
     A criança acima do peso corre grande risco de virar um adulto obeso. Imagine alguém com 30 anos que é gordo desde os 4, 5 anos. Ele tem quase três décadas de convivência com as desordens provocadas pelo peso e, dessa forma, fica mais propenso a infartar ou ter um derrame antes dos 50. Observávamos nos últimos anos um declínio na mortalidade por doença cardiovascular, mas a projeção é de que ela volte a crescer daqui a 20 anos por causa da obesidade infantil atual.

     Quais são os fatores que fazem um menino ou menina crescer com quilos a mais?
     Há o motivo básico de que as crianças estão comendo mais e gastando menos energia. Elas consomem porções caloricamente maiores e os lares estão repletos de biscoitos e bolachas. Embora haja mais escolas de esporte, no dia a dia elas se mexem menos e ficam enclausuradas nos apartamentos. No entanto, uma série de outros fatores está incriminada, a começar pela privação de sono. A criança dorme mais tarde e acorda cedo para ir ao colégio, sem contar o excesso de luz à noite. Isso desequilibra alguns hormônios, levando ao ganho de peso. A queda nos níveis de vitamina D, devido à menor exposição ao sol, e na ingestão do cálcio do leite também interfere em mecanismos de controle da massa corporal. Há também substâncias que – ainda bem – estão sendo abolidas, como o bisfenol que aparecia nas mamadeiras, capazes de estimular a proliferação do tecido gorduroso. E tem mais: já se sabe que a flora intestinal influencia o balanço energético, e o padrão de bactérias dos obesos é diferente do encontrado nos magros. Até o ar condicionado, acredite, pode contribuir com o peso, já que minimiza variações térmicas que induziriam o corpo a queimar calorias.


     Essa lista não tem fim…
     E o problema às vezes se inicia antes de a criança nascer. Mães diabéticas costumam gerar filhos muito grandes, enquanto aquelas que têm obsessão por dieta na gravidez dão à luz bebês pequenos. Tanto peso de mais como de menos ao nascer estão ligados à obesidade na infância. Nesse último caso, que tem crescido em função do maior número de cesarianas, o corpo da criança entende que precisará acumular mais e mais gordura para sobreviver. Não bastasse isso, já sabemos que gestações tardias e a falta de amamentação também colaboram para o problema.

     E qual a responsabilidade da família pelos filhos gordinhos? Como ela pode ajudar?
     A influência da família começa pela genética e se estende pelos hábitos dos pais e pelos exemplos que eles dão. Se você está acima do peso e não quer que seu filho também continue assim, busque emagrecer. É preciso criar um lar saudável, com menos biscoitos e frituras, para que a criança tenha as melhores escolhas dentro de casa. Não é que ela não pode comer uma batata frita ou um doce, mas isso tem de ser a exceção, e não fazer parte do cotidiano. Deve-se incutir desde pequeno o consumo de frutas e verduras e a prática de exercícios. No final de semana, por exemplo, os pais podem muito bem incluir atividade física no programa. Existem até videogames que cobram movimentos da garotada. Outro ponto que defendo é que a criança precisa sair de casa com o café da manhã tomado. Isso evita que ela se lance às opções menos nutritivas que costumam ser vendidas nas escolas.

     Por falar em escola, ela tem um papel a cumprir na questão do peso?
     Muito. Os colégios precisam incentivar mais a prática de esportes lúdicos, ensinar princípios de nutrição e suas cantinas devem ofertar comidas mais saudáveis.

     No livro o senhor fala do preconceito contra a criança obesa.
     O bullying é um dos fatores que mais atrapalham o tratamento, porque cria um círculo vicioso que faz o pequeno ficar deprimido e se refugiar na comida. É difícil evitar que ele não sofra esse tipo de agressão, mas temos de trabalhar sua autoestima, mostrar que os outros também têm defeitos, nem sempre corrigíveis. E conscientizá-lo de que se perder peso poderá se livrar dessa chateação.

     Qual a vantagem da dieta de pontos para o público infantil? O que muda na nova edição?
     O esquema de pontos foi criado há cerca de 40 anos e tem dado resultados tão gratificantes porque permite comer de tudo, mas de forma controlada. Anotando o que se ingere, você presta mais atenção na comida e tende a fazer escolhas mais saudáveis. O livro não se resume a uma tabela atualizada com 2 mil alimentos, mas parte do pressuposto de que é preciso compreender um problema para superá-lo. Uma das novidades é a restrição da gordura trans, dos produtos industrializados, que nos últimos anos demonstrou ser mais engordativa e nociva à saúde. As crianças costumam gostar do método, que funciona sobretudo se forem orientadas e convencidas de que, ao passar pelo período de maior restrição e chegar ao peso ideal, elas terão aprendido para o resto da vida a se alimentar direito comendo de tudo.

     Fonte: Revista Saúde

Entenda a Dieta Ortomolecular

25 de abril de 2012

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     A Dieta Ortomolecular que conhecemos atualmente baseia-se no programa nutricional desenvolvido pelo americano Linus Carl Pauling na década de 60, quando estudava sobre a importância da alimentação na prevenção de doenças. Pauling foi químico quântico, bioquímico e pesquisador médico, recebeu dois prêmios Nobel, no ano de 1954 o Premio Nobel de Química e no ano de 1962 o Prêmio Nobel da Paz, e seu nome consta na lista dos 20 cientistas mais importantes de todos os tempos. Foi Pauling quem criou o termo “ortomolecular” no ano de 1968, que deu origem a medicina ortomolecular, que ainda hoje é rejeitada por alguns médicos adeptos a medicina tradicional.

      Com todas estas credenciais podemos afirmar que a dieta ortomolecular tem bases sólidas em pesquisas e experimentos científicos, uma vez que não está preocupada somente com a perda de peso, mas sim com o equilíbrio nutricional e energético do organismo, sendo o emagrecimento apenas um efeito natural do equilíbrio orgânico. A dieta prevê o consumo de todas as classes de nutrientes, além de prescrever suplementos de minerais e vitaminas.

      A alimentação da dieta ortomolecular é bastante balanceada, e a prescrição dos alimentos e a composição do cardápio são diferentes de acordo com cada profissional, contudo algumas regras básicas são seguidas, desta forma não é permitido na dieta ortomolecular a ingestão de gema de ovo, carne vermelha e alimentos industrializados. Na última refeição também é proibida a ingestão de carboidratos. Há uma grande preferência por alimentos classificados como antioxidantes, alimentos frescos, proteínas com baixo teor de gordura, aves, peixes e clara de ovo e pelos carboidratos integrais, além de muita água durante o dia.

      São muitos os benefícios obtidos para o organismo através da dieta ortomolecular, sendo ideal para quem procura mais do que beleza física, mas também a saúde integral do organismo. A alimentação balanceada, prescrita pela dieta, fornece ao organismo os nutrientes necessários para uma vida saudável e com energia, além disso os complementos nutricionais com vitaminas e minerais repõem os elementos que estão em defasagem em nosso organismo. Como resultado temos não só um corpo mais magro e elegante, mas também cabelos bonitos, sedosos e brilhantes, unhas fortes, a pele bonita e saudável e o mehoramento total do funcionamento do nosso organismo, com destaque para o melhor funcionamento do intestino e do aparelho circularório, prevenindo problemas cardiacos.

      A dieta ortomolecular é considerado um programa desenvolvido com base na alimentação que busca reencontrar o equilibrio organico de cada individuo, por isso não existem receitas prontas, e cada paciente recebe uma orientação de acordo com suas necessidades, baseadas no resultado de exames clinicos.

     Fonte: Dieta Ortomolecular

Compras Sustentáveis

20 de abril de 2012

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Com pequenos cuidados é possível evitar o desperdício de alimentos já na etapa de compras

60% do lixo brasileiro é composto de materiais orgânicos. Parte dessa quantidade é de fato lixo, que pode passar por processos de compostagem, voltando a fazer parte do ciclo. Porém, parte dessa quantidade são alimentos que poderiam ter sido aproveitados antes de estragarem.

A situação é ainda mais grave quando se pensa que 65,8 milhões de brasileiros vivem em insegurança alimentar, que é a falta de acesso a alimentos. Além disso, 16% das crianças abaixo dos seus anos de idade são desnutridas.

Por isso, evitar o desperdício de alimentos é necessário não só para o meio ambiente, mas também para uma melhor qualidade de vida para a população.

Confira 10 dicas de como tornar o consumo de alimentos mais sustentável:

1. Só compre aquilo que realmente necessita. Fazer uma lista antes de ir ao mercado e comprar os itens anotados é uma maneira de não desperdiçar. Cuide também com as quantidades, para que os alimentos não estraguem antes de serem consumidos. O mesmo vale para itens não alimentícios, como roupas e eletrônicos – pense bem antes de escolher. Itens parados são caros para o meio ambiente.

2. Tente se informar sobre as marcas que consume, para verificar se os processos de produção são éticos e justos, assim como o preço praticado.

3. Quando comprar carnes, opte por comprar em açougues ou balcões de supermercado. As bandejas usam isopor, material prejudicial ao meio ambiente. Além disso, as embalagens prontas escondem uma parte da carne, que pode não ser de boa qualidade. Por fim, as bandejas não permitem a escolha exata da quantidade de carne adquirida, o que pode gerar desperdícios de alimento.

4. Pães frescos, de padaria, são menos prejudiciais ao meio ambiente que pães industrializados, que são embalados em plásticos e necessitam de mais transporte.

5. Quando um item é consumido em maior quantidade, opte por comprar embalagens maiores do que várias menores. Além de possivelmente economizar dinheiro, as embalagens maiores são mais econômicas para o transporte e produzem menos lixo.

6. Tente usar uma garrafa de água reutilizável, ao em vez de comprar várias embalagens. Além de evitar o uso e descarte das embalagens, a troca evita os os danos que a produção e transporte das embalagens causam no meio ambiente.

7. Opte por produtos com poucas embalagens, ou com embalagens de papel ao invés das de plástico, que são mais difíceis de serem recicladas.

8. Opte sempre que possível por alimentos frescos, ao invés daqueles que passaram por processos indústrias, evitando todo o tipo de gasto envolvido no processo, como energia, recursos naturais, transporte e embalagens.

9. Evite deixar alimentos se estragarem. Frutas podem ser usadas em bolos e geleias, enquanto verduras podem ser usadas em conservas, mantendo os alimentos por mais tempo.

10. Tente fazer somente a quantidade de comida necessária para aquela refeição, e reutilize as sobras. O site Love Food, Hate Waste indica as quantidades necessárias de alimentos por pessoa e dá dicas de como reutilizar determinados alimentos.

Fonte: Mundo Verde

Muffin de Linhaça com Amêndoa

17 de abril de 2012

     Confira esta receita deliciosa e saudável de muffin de linhaça, preparada pelo Mundo Verde:

 

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     Ingredientes

     – 1 xícara (chá) de linhaça triturada, de preferência orgânica
     – ½ xícara (chá) de amêndoas trituradas, de preferência orgânicas
     – ½ xícara de açúcar mascavo
     – ½ xícara de água filtrada
     – 3 ovos orgânicos
     – 3 colheres (sopa) de óleo de coco extra virgem
     – 1 colher (sopa) de fermento químico em pó
     – ½ colher (chá) de sal marinho

     Preparo

     Bater as claras em neve e reservar. Bater o óleo de coco, o açúcar mascavo e as gemas. Adicionar a água, o sal, o fermento, a linhaça e as amêndoas já trituradas, misturar com o auxílio de uma espátula. Untar a formas individuais para muffins e adicionar a massa. Levar ao forno pré-aquecido por aproximadamente 20 minutos ou até dourar.

     Rendimento: 15 unidades

Não dá pra ser de outra forma

13 de abril de 2012

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     Artigo publico no dia 10/04/2012 no American Journal of Preventive Medicine evidenciou, mais uma vez, que não existe  receita mágica para a perda de peso. A pesquisa acompanhou mais de 4.000 pessoas e mostrou que as pessoas que conseguiram reduzir mais o peso e o percentual de gordura foram aquelas que fizeram atividade física regular e alimentaram-se de forma saudável durante o ano todo, consumindo menos gordura e alimentos industrializados. Já as que preferiram seguir o caminho “mais fácil”, utilizando shakes ou suplementos emagrecedores, fizeram dietas malucas/da moda ou pularam refeições perderam menos peso. Ou seja, reeducação alimentar, acompanhamento com profissionais de saúde especialistas na área e atividade física são fundamentais para a perda de peso e melhoria da saúde a longo prazo.

     O estudo é importante e mostra que pequenos e constantes passos são fundamentais, principalmente neste momento em que o Brasil bateu recorde histórico em número de pessoas com sobrepeso e obesidade. Dados do Ministério da Saúde publicados esta semana apontaram que mais da metade da população encontra-se acima do peso. Uma das causas é a péssima qualidade da dieta, com consumo insuficiente de frutas e hortaliças e e o alto consumo de gorduras e refrigerantes. Além disso, o estudo apontou que o número de brasileiros sedentários, apesar de ter diminuído ainda é alto. Falta de tempo? Não: mais de 25% dos brasileiros passam mais de 3 horas ao dia em frente a TV.

Os Superpoderosos Alimentos Antioxidantes

10 de abril de 2012

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     Um recente estudo analisou o conteúdo de antioxidantes em mais de 3 mil tipos de alimentos consumidos mundialmente, identificando as principais fontes destas substâncias na alimentação.

     O que são os antioxidantes?
     Os antioxidantes são compostos químicos que auxiliam no combate aos radicais livres e na prevenção de doenças crônicas, como câncer e doenças cardiovasculares. Por isso, consumir habitualmente alimentos ricos em antioxidantes pode ajudar na manutenção da saúde e qualidade de vida.

     Selecionamos abaixo os grupos de alimentos mais ricos em antioxidantes, segundo a pesquisa. Conheça quais são eles e adicione mais saúde no seu dia a dia!

     Temperos e ervas: são um dos principais grupos de alimentos com alto valor de antioxidantes. Podem ser destacados o cravo-da-índia, hortelã desidratado, pimenta-da-jamaica, orégano, tomilho, alecrim, açafrão e sálvia (todos desidratados). Apesar de serem consumidos em pequenas quantidades, contribuem de maneira importante para o potencial antioxidante da dieta, especialmente quando utilizados regularmente nas preparações culinárias.

     Frutas vermelhas e berries: o mirtilo, o Zereshk (um tipo de baga vermelha), ameixa seca, morango e romã são os alimentos que mais contêm compostos antioxidantes no grupo das frutas vermelhas e berries.

     Nozes e sementes: as principais fontes de antioxidantes deste grupo são as nozes, noz-pecã, semente de girassol, castanhas, amendoins, avelãs e amêndoas, sempre com casca.

     Frutas e sucos naturais: algumas frutas e sucos naturais com maior conteúdo de antioxidantes são maçã desidratada, damasco seco, suco de romã, manga desidratada, suco de uva, suco de ameixa, suco de cranberry, laranja, suco de laranja, mamão papaya e maçã.

     Bebidas: os maiores valores de antioxidantes foram encontrados nas folhas de chás (não processadas), nos chás em pó e no café. Outras fontes são o vinho tinto, chá verde e chá preto, além dos sucos naturais acima. 

     Chocolates: a presença do cacau é que determina o teor de antioxidante do chocolate. Por isso, os chocolates amargos, com mais cacau, são melhores para a saúde. No estudo, os chocolates com 70 a 99% de cacau apresentaram os maiores valores de antioxidantes, seguidos pelos de 40 a 65% e, por último, de 24 a 30% de cacau.

     Fonte: Nutriessencial

Todos precisam de Probióticos?

4 de abril de 2012

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     O uso de probióticos está na moda, seja na forma de cápsulas, sachês, kefir ou iogurte está todo mundo usando. Mas todo mundo precisa delas? Bom, as bactérias boas (probióticas) são muito importantes para o nosso organismo. Colonizam o trato digestório protegendo competitivamente contra microorganismos causadores de doenças. Além disso digerem parcialmente as fibras produzindo ácidos graxos de cadeia curta, fundamentais para a saúde intestinal. A morte exagerada das bactérias probióticas se dá por vários fatores como dieta desbalanceada (pobre em fibras, rica em açúcares, conservante, corantes, pesticidas), uso de antibióticos e fatores que alterem o pH do meio (uso indiscriminado de antiácidos, medicamentos – inclusive anticoncepcionais – e, principalmente, o estresse). Isto significa que vez ou outra poderemos apresentar sintomas relacionados à disbiose, o desequilíbrio entre as bactérias “boas”e “ruins”.

     Dentro os sintomas mais comuns estão constipação ou diarréia, cansaço, alergias alimentares, queda de cabelo, rinite e até ganho de peso. Se este for o caso, após o diagnóstico o nutricionista irá sugerir uma dieta com o mínimo de irritantes, rica em fibras e nutrientes importantes para o reequilíbiro do organismo e provavelmente, suplementada com probióticos.

     O cuidado entretando deve ser com o modismo. Existem em nosso intestino cerca de 800 espécie diferentes de bactérias. Apesar de terem nomes parecidos os efeitos não são os mesmos. Por exemplo, Lactobacillus acidophilus combinados com Lactobacillus bifidus são eficientes para prevenir a diarréia comum ao se utilizar antibióticos. Já a combinação Lactobacillus bulgaricus com Streptococcus termophilus é ineficiente neste caso. Ou seja, o mesmo produto não serve para todos e nunca será completo. É por isto que alguns pesquisadores estudam – pasmem – o uso das próprias fezes de indivíduos saudáveis como medida extrema para recolonizar o trato digestório de pacientes.

     Agora se você já é saudável e consome uma dieta balanceada, com quantidade adequada de fibra, proteína e gordura de boa qualidade, é provável que consiga restabelecer a quantidade de bactérias rapidamente, mesmo sem o uso de produtos especiais. O ideal é moderar o consumo de gordura saturada (presente nas gorduras animais, carnes, laticínios integrais), substituindo-a parcialmente por gordura monoinsaturada (presente por exemplo no azeite e no óleo de canola). A recomendação de fibras é de 25 a 30 gramas por dia. Para atingir esta quantidade consuma cerca de 5 porções de frutas e hortaliças diariamente (pelo menos 400 gramas) e ainda cereais integrais. Nozes e castanhas também fornecem fibras, proteína e gorduras de boa qualidade. Se você se adapta bem ao consumo de iogurte, opte por aqueles com probióticos.

 

Fonte: Dicas da Nutricionista

Tomates: conheça os diferentes tipos

30 de março de 2012

O tomate tem uso variado. Pode reinar absoluto nos molhos ou aparecer como coadjuvante pintando com delicadeza saladas, tortas e omeletes

 

Mulher segurando tomates

 

     Sem exageros, o tomate é um alimento universal e integra o cardápio de quase todos os países. Só para citar alguns, pense nas nações banhadas pelo mar Mediterrâneo. “Ali não há lugar que não o consuma. Ele integra a maior parte da culinária mundial, com exceção do Japão e da China, que o usam somente em molhos”, afirma a chef e consultora Rita Corsi, de São Paulo.

     O solo e as condições climáticas do Mediterrâneo foram pródigos para produzir ótimos tomates, entre eles o San Marzano, nascido na Itália e assumidamente preferido por todos os chefs do planeta quando o assunto é um molho perfeito. Alongado, carnudo, suculento e de pouca acidez, resultou do cruzamento de três variedades e tornou-se referência gastronômica. “É apenas com ele que os italianos fazem a pizza napolitana. Com outro tipo de tomate ela simplesmente perde seu pedigree”, conta o chef Rodrigo Queiroz, de São Paulo. Além de preparar massas com o San Marzano, ele investe na versão míni para saladas e finalização de pratos.

     Cereja, pera e sweet grape (uva doce, em inglês) são as três espécies nanicas mais comuns encontradas no Brasil. As duas últimas variam do tomate-cereja, cujo sabor é mais ácido e a polpa é quase inexistente para fazer caber ali dentro uma infinidade de sementes. Por causa dessas desvantagens, produtores apostaram no cultivo de outros tipos, mais carnudos e doces, cativando o paladar da maioria das pessoas, inclusive das crianças. Ser míni, veja que curioso, é a origem do tomate. “Pequenina, amarela, tipo o tomate-cereja de hoje, era fruta nativa, dava à vontade, dispensava cultivos”, escreve Danuzia Barbara no livro Tomate – Sabores e Aromas da Boa Lembrança, ao citar os primórdios do fruto nativo da região entre Peru, Bolívia e Equador. Dali foi levado para o México, sendo chamado de tomatl, e depois “exportado” para a Europa por intermédio dos conquistadores espanhóis.

     Entretanto, no Brasil, os tomates mais comuns são Débora, Carmem, caqui, italiano, holandês – ou em cachos -, momotaro, cereja, pera e sweet grape. Desses, o menos apetitoso é o Carmem. É um fruto modificado, classificado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como “longa-vida”. Não é vendido “na caixinha”, mas é quase como se fosse. Afinal, foi planejado para resistir ao impacto do transporte e para durar mais tempo na feira, no supermercado e na sua casa, podendo sobreviver, fora da geladeira, por mais de 15 dias. Apesar da vantagem aparente, o Carmem perde inúmeros pontos nos quesitos sabor e aroma. Quase não tem gosto, é branquicento por dentro e mais ácido – impossível fazer um molho com ele. Por causa disso, costuma ser usado em saladas bem temperadas. “Não se trata de um tomate transgênico e, sim, de um tipo mutante natural, dotado do gene rin, que garante a durabilidade mas interfere negativamente no aroma e no sabor”, explica Leonardo Boiteux, técnico da Embrapa Hortaliças.

     Bucha e sabão

     Os tomates, no entanto, carregam a fama, nada agradável, de receber doses maciças de agrotóxico. É claro que existe sempre a alternativa de comprar a versão orgânica, produzida sem defensivos e afins. Caso isso não seja possível, é preciso limpá-lo ao máximo. O chefe geral da Embrapa Hortaliças, Celso Moretti, explica que essas substâncias são usadas pelos agricultores para proteger a pele do fruto por alguns dias e que se degradam aos poucos, em contato com a água e com o sol. Porém, isso não evita que sobrem vestígios desse material tóxico no tomate. Algumas medidas ajudam a minimizar seu efeito danoso ao organismo. Uma delas é, na hora da compra, levar apenas aqueles que estiverem íntegros, sem furos ou cortes. E, em casa, é preciso esfregar bem a pele com bucha e detergente. Água sanitária, bicarbonato e vinagre combatem micro-organismos e nem passam perto do agrotóxico.

     Dica legal

     O ponto ideal de consumo é o do tomate bem maduro, por isso recomenda-se deixá-lo fora da geladeira, em local fresco.

     Para tirar a casca com facilidade antes de fazer o molho, a dica vem do chef Rodrigo Queiroz:

     1. Retire o olho (parte superior, onde fica o cabinho).

     2. Com faca de ponta fina, faça uma cruz na outra extremidade.

     3. Mergulhe em água fervendo e conte até dez.

     4. Em seguida escalde em água gelada.

     5. Depois tire a pele e as sementes.

     Fonte: Vida Simples

Gargalhadas Contra a Dor

28 de março de 2012

     Estudos que saíram do forno mostram que o ditado é velho, mas funciona como se fosse a última novidade da ciência: rir (ainda) é o melhor remédio

 

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     Um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, atesta que a risada aumenta a tolerância à dor. Um primeiro grupo de voluntários assistiu a vídeos cômicos, enquanto outra metade dos participantes viu programas bem chatos. Após a sessão, os especialistas provocaram sensações dolorosas nas duas plateias. Aqueles que deram gargalhadas puderam suportar até 10% mais dor do que os clinicamente entediados.

     “O humor é capaz de diminuir as dores devido à liberação de endorfina”, acredita Robin Dunbar, autor do experimento e diretor do Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva da Universidade de Oxford. A endorfina é um hormônio que gera euforia, atenuando o incômodo físico e o estresse psicológico. A pesquisa inglesa mostra ainda que existem risadas e risadas em relação à química do bem-estar. “O riso relaxado e social é o único que funciona. Já o polido, que soltamos por educação, não tem efeito nenhum”, sinaliza Dunbar.

     A antropóloga Mirian Goldenberg, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, observa: “A risada é uma chave para a intimidade, contato físico e emocional”. Ou seja, rir nos aproxima. Mirian destaca a importância do humor para uma boa qualidade de vida. “Ele é um meio de comunicação, que provoca um verdadeiro prazer físico e mental.”

     Especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, desvendaram outro elo, dessa vez entre as gargalhadas e o aumento do calibre dos vasos sanguíneos. Os voluntários tiveram que assistir a dois filmes, um violento e outro de comédia. Os cientistas perceberam que o fluxo de sangue crescia 22% nas risadas e diminuía 35% durante as cenas de tensão. Por isso, Michael Miller, autor da pesquisa e diretor do Centro de Cardiologia Preventiva da universidade americana, sugere uma dose diária de risadas. “Para obter o melhor efeito para o coração, devemos rir até chorar”, diz o especialista. A cardiologista Patrícia Oliveira, do Instituto do Coração de São Paulo, finaliza: “Quando os vasos ficam dilatados, a pressão cai e há uma diminuição de outros fatores por trás do risco de doenças cardiovasculares”. O peito vai bater de alegria.

 

     Para rir à toa

     Indicada para todas as idades, a risoterapia ganha cada vez mais adeptos como uma maneira de superar problemas e encarar o mundo sob uma nova perspectiva. “Nós nos baseamos na risada das crianças. Os pequenos riem com o corpo, e não por meio do intelecto”, conta Mari Tereza, uma das fundadoras do Clube da Gargalhada, em Belo Horizonte (MG), grupo pioneiro na América Latina. O riso é induzido por meio de exercícios respiratórios, sons, mímicas e, principalmente, contato olho a olho. Em três meses, o indivíduo já começa a sentir os resultados do bom humor.

     Fonte: Revista Saúde